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30/01/2026 às 10:00, Atualizado em 30/01/2026 às 00:39

Com mais de 700 notificações, MS acende alerta para dengue e chikungunya

Estado confirma casos das duas doenças em 2026 e reforça vacinação e cuidados com sintomas

Mato Grosso do Sul entrou em estado de atenção após registrar mais de 700 notificações de dengue e chikungunya neste início de 2026. Os dados constam no boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (28) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

De acordo com o levantamento, o Estado soma 577 casos prováveis de dengue, dos quais 23 já foram confirmados. Até o momento, não há registro de mortes provocadas pela doença. As autoridades de saúde acompanham a situação de perto diante do aumento das notificações típicas deste período do ano.

A SES também informou que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo. A imunização é indicada para crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que apresenta maior risco de hospitalização. Mato Grosso do Sul recebeu 241.030 doses do imunizante enviadas pelo Ministério da Saúde, e o esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

Chikungunya

Em relação à chikungunya, doença também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o Estado contabiliza 666 casos prováveis, com 125 confirmações laboratoriais. O município de Fátima do Sul concentra o maior número de casos confirmados, somando 99 ocorrências, o que acendeu um alerta específico para a região sul do Estado.

Segundo a SES, não há registros da doença em gestantes até o momento. A ausência de casos nesse grupo é considerada positiva pelas autoridades, já que a chikungunya pode ser transmitida da mãe para o bebê, causando complicações graves, como convulsões, problemas circulatórios e sequelas neurológicas em recém-nascidos.

A Secretaria reforça que, ao apresentar sintomas como febre, dores intensas no corpo ou nas articulações, dor de cabeça ou manchas na pele, a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar a automedicação, que pode agravar o quadro clínico.

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