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07/08/2021 às 09:00, Atualizado em 06/08/2021 às 21:46

Zeca se coloca como pré-candidato ao governo, mas não descarta alianças para projeto de Lula

No pleito de 2018, Zeca foi candidato ao senado onde obteve 294.059 votos, que não foram suficientes para o eleger, ficando em quinto lugar entre os mais votados.

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Divulgação

O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), José Orcírio Miranda dos Santos, o “Zeca do PT”, começou por Dourados uma série de visitas oficiais às cidades de grande peso político no Estado, já de olho nas eleições de 2022.

Em entrevista ao Dourados News na tarde desta sexta-feira (6), ele falou do cenário político e as alianças que o partido pode fazer para compor as chapas e se reerguer no Estado.

No pleito de 2018, Zeca foi candidato ao senado onde obteve 294.059 votos, que não foram suficientes para o eleger, ficando em quinto lugar entre os mais votados.

Agora, aos 71 anos, colocou seu nome como candidato, a pedido do ex-presidente Lula, mas diz que abriria mão da cabeça de chapa para fortalecer ao PT em possíveis parcerias com outros partidos. “Tentamos construir um arco centro-esquerda, onde tenho conversado com importantes lideranças locais para aproximar os partidos e realizar nossa disputa”, disse.

Nas eleições de 2018 o PT perdeu metade das cadeiras nas esferas estadual e federal e sofreu o afastamento dos partidos parceiros. Agora, com a volta do ex-presidente Lula, tem início as articulações para a aproximação dos partidos de centro-esquerda onde ele aposta em quatro pontos para fixar as parcerias.

“Uma campanha bem-sucedida precisa de quatro pressupostos que são um cenário favorável, que nós já temos e as pesquisas mostram isso; um arco de aliança que queremos construir com os partidos centro-esquerda; a composição de chapas competitivas e a estrutura financeira de campanha”, afirma Zeca.

O ex-governador diz enxergar o cenário político como aberto em Mato Grosso do Sul, e que a defesa da democracia vai nortear o discurso, não só do partido, quanto das eleições.

“Queremos montar um palanque a favor da democracia, que acredito ser o norte dos debates no ano que vem, por isso, precisamos chegar bem lá em maio, com chapas competitivas”, afirma.

Nas alianças o político não descarta possíveis parcerias com outros nomes que despontam nas pesquisas iniciais como é o caso de Eduardo Riedel (PSDB), possível candidato do governo.

Além de Dourados, Zeca deve visitar nos próximos dias os municípios de Corumbá, Três Lagoas e Campo Grande, onde irá na próxima semana.

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