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29/08/2025 às 08:11, Atualizado em 29/08/2025 às 12:02

Governo Federal autoriza consultas para aplicar Lei da Reciprocidade

O MRE (Ministério das Relações Exteriores) enviou à Camex (Câmara de Comércio Exterior) um comunicado informando que o Brasil iniciou as consultas e medidas para aplicar a legislação contra os Estados Unidos.

O governo federal iniciou nesta quinta-feira, dia 28 de agosto, o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos pela aplicação de um tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os norte-americanos.

O MRE (Ministério das Relações Exteriores) enviou à Camex (Câmara de Comércio Exterior) um comunicado informando que o Brasil iniciou as consultas e medidas para aplicar a legislação contra os Estados Unidos. A Camex tem 30 dias para avaliar se é possível a aplicação da lei.

O Brasil vai notificar oficialmente o governo americano sobre o início do processo nesta sexta-feira (29). A TV Globo apurou que os diplomatas acreditam na medida como uma forma de abrir um caminho de diálogo com os americanos, que têm evitado negociações sobre o tema.

Tarifaço

A aplicação de impostos adicionais sobre os produtos brasileiros vendidos ao mercado americano entrou em vigor no dia 6 de agosto. A medida foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma carta enviada ao governo brasileiro ainda em julho, que vinculou a medida às investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por envolvimento em uma tentativa de golpe em 2023.

No decreto que oficializou a medida, Trump estabeleceu uma longa lista de exceções, que incluem itens como suco de laranja, petróleo, peças de aeronaves e materiais como madeira e aço.

Mesmo assim, produtos como o café, um dos principais itens de exportação brasileira para os EUA, foram impactados.

No último dia 13, o governo federal anunciou um pacote de medidas para socorrer os setores afetados, incluindo prorrogação de prazos para pagamentos de impostos, linhas de crédito específicas e programas de compras públicas de alimentos.

Fonte - g1

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