Nesse início de semana a Gerência de Doenças Endêmicas da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou o boletim da 34ª semana epidemiológica, evidenciando que a Chikungunya já matou em 2025 o dobro dos óbitos registrados na última década pela doença em Mato Grosso do Sul.
Na série histórica, a doença vitimou uma pessoa em 2015, três em 2018, até um hiato no número de mortes até outros três óbitos em 2023 e apenas um no ano passado, somando oito sul-mato-grossenses vitimados pela chikungunya nos últimos 10 anos.
Porém, conforme o boletim da 34ª semana epidemiológica, até a última segunda-feira, 25 de agosto, Mato Grosso do Sul já havia registrado 16 óbitos confirmados para chikungunya.
Esses óbitos fazem parte de um universo de 13.716 casos prováveis, sendo pouco mais de sete mil confirmados no período que estão concentrados principalmente nos seguintes municípios:
• Maracaju (1.975 casos confirmados);
• Glória de Dourados (644);
• Sonora (616)
• Anastácio (431) e
• Aquidauana (391)
Chikungunya em MS
Nesse mesmo universo de casos prováveis, os números registrados em 2025 até então estão muito acima da média histórica, onde os dois maiores até então foram os anos de 2024 e 2023, que respectivamente tiveram 2.766 e 2.711 registros desse modelo no período.
Desde 2015 em Mato Grosso do Sul, 7.143 casos foram considerados como prováveis para Chikungunya até 2024, sendo 13.716 registrados em 2025 até antes do fim de agosto.
Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada ainda no início do ano, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul anotava 2.122 casos prováveis
Das mortes registradas neste ano, os óbitos por chikungunya em MS se concentram nos seguintes municípios:
o Maracaju (5)
o Fátima do Sul (2)
o Vicentina (2)
o Terenos (1)
o Dois Irmãos do Buriti (1)
o Sidrolândia (1)
o Dourados (1)
o Glória de Dourados (1)
o Naviraí (1)
o Iguatemi (1)
Com sintomas que costumam ser avassaladores, a semelhança entre os casos aparece no fato do tempo que levaram até o primeiro relato do que sentiam até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.
O último caso do boletim epidemiológico é justamente de uma idosa de 86 anos, moradora de Maracaju que sofria com hipertensão arterial e relatou o início dos sintomas ainda em 07 de julho, com o falecimento registrado 16 dias depois.
Com informações do Correio do Estado
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