Um dos caminhos avaliados pela senadora Soraya Thronicke (Podemos) é filiar-se ao PSB para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso do Sul.
Eleita na onda bolsonarista, a senadora já havia rompido com o clã Bolsonaro e se aproximado do governo Lula. Não só em pautas do governo no Congresso, mas também na linha ideológica.
Recentemente, encontrou-se com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais do Governo Lula, Gleisi Hoffmann, em agenda articulada pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS).
Na sexta-feira (20), Soraya concedeu entrevista ao jornal Brasil 247 e disse que sua filiação ao PSB já estava ‘encaminhada’.
No entanto, sua assessoria enviou nota ao Jornal Midiamax informando que “ainda não há decisão tomada”.
Ainda pela assessoria, a senadora afirma que mantém diálogo com lideranças sobre filiações partidárias e que “qualquer definição ocorrerá no momento oportuno”.
Apesar disso, o diretório estadual do PSB em MS já dá como certa a filiação da senadora.
Dobradinha com Vander
“A ministra Gleisi ainda confirmou para nós que, até o fim deste mês, pretende agendar uma nova reunião aqui em Brasília, desta vez com o presidente Lula”, disse o deputado. O encontro com Lula vai ‘bater o martelo’ sobre a composição do PT em MS. “Referendar não só essa dobradinha minha e da Soraya para o Senado, como também a pré-candidatura do Fábio Trad a governador”, esclareceu Vander.
O deputado por MS disse que “Soraya se mostrou animada com a ideia de caminhar junto conosco nessa frente ampla que estamos montando em Mato Grosso do Sul”.
Então, garantiu que o PT também está “animado” com o quadro político. “Inclusive, ela já vem há algum tempo votando junto com o governo Lula em pautas importantes para a população e também dialogando com públicos com quem o PT e o Lula têm afinidade”, destacou Vander sobre Soraya.
Contudo, para disputar ao lado de Vander e no palanque de Lula, a senadora deverá mudar de legenda. A mudança ocorrerá durante a janela partidária.
Entre as opções analisadas, estão o PSB e PDT. “Até o fechamento da janela partidária, ela vai poder avaliar qual a melhor opção para ela”, pontuou Vander.







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