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13/04/2017 às 16:30, Atualizado em 13/04/2017 às 13:25

Integrantes da lista de Fachin poderão ficar nos cargos até o fim da gestão

Michel Temer disse que ministros investigados só serão demitidos caso venham a se tornar réus.

Um breve balanço da Operação Lava Jato mostra que desde março de 2015 somente cinco dos 47 políticos com foro privilegiado investigados viraram réus. São eles: os deputados federais Nelson Meurer (PP-RR), Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Vander Loubet (PT-MS) e os senadores Valdir Raupp (PMDB-RO) e Gleisi Hoffmann (PT-PR). Nenhum foi condenado até agora.

Portanto, o probabilidade dos políticos integrantes da lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, continuarem no governo é grande, já que o presidente Michel Temer afirmou que os ministros investigados na Lava Jato, só serão demitidos caso venham a se tornar réus.

Como resta um ano e sete meses até o fim do mandato, há boas chances de que até lá boa parte dos investigados ainda não esteja enfrentando julgamentos. Além disso, é possível que parte dos casos seja arquivada, caso o MPF ou a Justiça avaliarem que não há provas fortes contra os investigados.

Alguns dos políticos investigados na lista de 2015 voltaram a ser citados na última rodada de pedidos. Entre eles estão os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Ciro Nogueira (PP-PI), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Fernando Collor (PTC-AL). Ao todo nove ministros, 63 congressistas e três governadores integram a relação de Fachin, baseada em delações da Odebrecht ao Ministério Público Federal (MPF).

Fonte - Terra

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