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25/01/2026 às 17:00, Atualizado em 25/01/2026 às 15:18

Gastos com viagens do governo federal chegam a R$ 7 bilhões no terceiro mandato de Lula

Despesas com deslocamentos oficiais superam governos anteriores e atingem média mais alta desde 2015, segundo dados do Portal da Transparência

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acumulou R$ 7 bilhões em despesas com viagens oficiais entre 2023 e 2025, período que corresponde aos três primeiros anos do terceiro mandato. Os dados constam no Portal da Transparência e foram analisados pelo site Metrópoles. O levantamento considera gastos de ministérios e órgãos federais, mas exclui deslocamentos realizados diretamente pelo presidente.

Somente em 2025, as despesas somaram R$ 2,35 bilhões, valor 1% menor que o registrado em 2024, quando o total chegou a R$ 2,37 bilhões — o maior da série histórica analisada. Apesar da leve queda, a média de gastos do atual mandato permanece acima dos governos anteriores.

O montante desembolsado desde 2023 supera, inclusive, a soma dos seis anos anteriores ao atual governo, entre 2017 e 2022. Nesse intervalo, houve forte retração nos anos de 2020 e 2021, em razão das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, período em que as viagens oficiais foram drasticamente reduzidas.

De acordo com os dados consolidados, entre 2015 e 2025 o governo federal gastou R$ 16,1 bilhões com viagens a serviço. O menor valor foi registrado em 2020, com R$ 545 milhões, enquanto 2024 lidera o ranking como o ano de maior despesa.

As cifras englobam passagens aéreas, diárias, restituições, taxas de agenciamento e outros serviços relacionados a deslocamentos oficiais. O levantamento não inclui despesas com viagens presidenciais.

Em 2025, a maior parte dos recursos foi destinada a viagens nacionais, que totalizaram R$ 2,079 bilhões. Já os deslocamentos internacionais somaram cerca de R$ 276 milhões. Os destinos mais frequentes foram São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará, que sediou a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro. Estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo registraram menor volume de visitas oficiais.

Entre os órgãos federais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública liderou os gastos em 2025, com R$ 396 milhões. Na sequência aparecem o Ministério da Defesa (R$ 311 milhões), o Ministério da Educação (R$ 304 milhões) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (R$ 126 milhões).

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente informou que, em 2025, foram empenhados R$ 145,6 milhões para custear diárias e passagens, incluindo despesas de órgãos vinculados, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Segundo a pasta, apenas R$ 10,2 milhões foram gastos diretamente pela administração central, voltados à articulação institucional e participação em agendas técnicas estratégicas.

Ainda conforme o ministério, o maior volume de recursos — R$ 90,9 milhões — foi utilizado pelo Ibama, em razão da necessidade operacional e da atuação descentralizada em atividades de fiscalização e campo.

* Com informações do Metrópoles

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