Buscar

21/09/2021 às 14:30, Atualizado em 21/09/2021 às 10:54

Com um dos menores índices de pobreza do Brasil, MS continua com grandes investimentos na área social

Das 27 unidades da federação, 24 estados tiveram aumento do índice de pobreza em função da pandemia do coronavírus e a instabilidade da economia

Cb image default
Foto - Chico Ribeiro

Com o quinto menor índice de pobreza do Brasil, Mato Grosso do Sul continua recebendo grandes investimentos do governo do Estado na área social. O último programa lançado foi o “Mais Social”, que terá mais de R$ 260 milhões apenas neste ano e tem a missão de ajudar 100 mil famílias carentes.

O estudo desenvolvido pelo economista e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) Daniel Duque, avaliou dados sobre o índice de pobreza nos 27 estados em relação ao primeiro trimestre de 2019 e janeiro de 2021. Mato Grosso do Sul saltou de 17,9% para 20,4%, sendo o 5° menor do País.

Das 27 unidades da federação, 24 estados tiveram aumento do índice de pobreza em função da pandemia do coronavírus e a instabilidade da economia. O pesquisador avalia que o período teve aumento de perda de renda e empregos no contexto geral do País. Já no índice de pobreza extrema, Mato Grosso do Sul recuou de 4,9% para 3,8%.

Diante desta situação da economia e crescimento da pobreza no Estado, o governador Reinaldo Azambuja fez sua parte ao ampliar os investimentos na área social, com a criação do programa “Mais Social”, que já começou a liberação de crédito às famílias carentes desde agosto.

Apoio às famílias carentes

Diante deste cenário causado pela pandemia e instabilidade na economia, o governo do Estado lançou, neste ano, o programa “Mais Social”, que dispõe de um cartão exclusivo aos beneficiados, com valor de R$ 200,00 por mês para compra de alimentos e produtos de higiene pessoal. Estão proibidas a aquisição de bebidas alcóolicas e produtos à base de tabaco, sob pena de exclusão do beneficiário do programa.

O novo programa ampliou a cobertura que já era feito pelo “Vale Renda”, que atendia 30 mil famílias, para estender o benefício e ajuda a até 100 mil famílias carentes. Ao todo o investimento será superior a R$ 260 milhões por ano. O programa tem caráter permanente e não vai expirar ao final da pandemia.

Conduzido pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), os beneficiários foram selecionados seguindo o banco de dados CadÚnico (Cadastro Único), do Governo Federal. O beneficiário deverá comprometer-se a cumprir as várias obrigações. Entre elas, frequentar curso de alfabetização de jovens e adultos, quando necessário, e participar de cursos profissionalizantes, de qualificação profissional.

Em agosto houve a liberação de crédito para os primeiros 10 mil beneficiários. “Um passo importante e muito significativo. Estamos avançando e principalmente dando segurança para as famílias em vulnerabilidade social de nosso Estado. Zelo com os recursos públicos e responsabilidade com quem precisa marcam o nosso trabalho diário”, destacou a titular da Sedhast, Elisa Cleia Nobre.

O governador Reinaldo Azambuja destacou que a ajuda é uma forma de dar dignidade para estas famílias carentes. “Com esses cartões, todos os meses vocês terão R$ 200 para completar a compra de alimentos, ou de material de higiene pessoal. Muitos nos questionaram do porquê de não darmos uma cesta básica em vez do cartão. E a resposta é: para dar mais dignidade às famílias”, destacou.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.