Publicado em 01/02/2026 às 09:28, Atualizado em 31/01/2026 às 23:11
Golpista que agia em Campo Grande foi preso por esquema de venda de veículos
A caminhonete Toyota Hilux de mais de R$ 300 mil recuperada no Paraná, após o dono ser vítima de estelionato em Campo Grande, é mais um dos casos atribuídos ao grupo investigado por uma série de golpes na venda e intermediação de veículos de alto valor.
As apurações apontam como líder do esquema um homem, preso preventivamente sob suspeita de comandar as fraudes.
O acusado é citado em processos judiciais e em inquérito policial como figura central de um esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 1 milhão em pouco mais de dois meses. Entre as vítimas, conforme os registros, há trabalhadores, servidores públicos e até um policial federal.
Recuperação - A Hilux, modelo 2023/2024, foi recuperada pela Polícia Civil após ter sido subtraída por meio de estelionato. O veículo foi localizado em Santo Antônio do Sudoeste (PR), depois de ação integrada entre o BOPE/MS (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e o BPFRON/PR (Batalhão de Polícia de Fronteira do Paraná).
Segundo a investigação, o proprietário deixou a caminhonete em uma garagem de veículos após ser informado de que já havia comprador interessado. Foi firmado contrato com pagamento inicial de 10% do valor, o que representa R$ 27.660, e o restante deveria ser quitado em até 20 dias úteis. O prazo terminou sem pagamento.
A partir daí, o dono passou a enfrentar dificuldades para obter respostas. O responsável pela negociação evitava informar o paradeiro do veículo e apenas prometia quitar a dívida, o que não ocorreu. O caso foi registrado na Depac/Cepol, que iniciou as diligências, segundo o Campo Grande News.
A investigação revelou que a caminhonete havia sido levada para fora do Estado. Com as informações reunidas, a inteligência do BOPE acionou o Canil do BPFRON, que localizou a Hilux em uma garagem de compra e venda de automóveis no município paranaense. O veículo foi apreendido e colocado à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, a recuperação integra um conjunto de investigações sobre estelionatos envolvendo veículos em Campo Grande. A suspeita é de que o grupo utilizava garagens como fachada para viabilizar os golpes. As apurações continuam e novas vítimas ainda podem ser identificadas.