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06/01/2026 às 14:30, Atualizado em 06/01/2026 às 16:06

Polícia Civil investiga saques de R$ 11 milhões nas contas do São Paulo

Caso agrava a crise polícia no Tricolor e Julio Casares se manifesta

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Divulgação

Uma nova crise de bastidores atinge o São Paulo. A Polícia Civil está investigando a realização de 35 saques em dinheiro vivo das contas do clube, totalizando R$ 11 milhões, realizados entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025.

A informação, inicialmente revelada pelo Uol, aponta para operações classificadas como "atípicas" pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Movimentação atípica

Segundo o relatório do COAF, 33 saques foram feitos no Banco Bradesco e dois no Banco Rendimento.

A movimentação suspeita ocorreu durante a gestão do presidente Julio Casares e apresentou picos em 2024:

2021: R$ 1,5 milhão (sete saques)

2022: R$ 1,2 milhão (seis saques)

2023: R$ 1,4 milhão (seis saques)

2024: R$ 5,2 milhões (onze saques)

2025: R$ 1,7 milhão (cinco saques).

Defesa de Casares e do São Paulo

O clube se defendeu, alegando que todas as operações são registradas e auditadas.

"A movimentação financeira do clube é informada à Receita Federal. Não existem saques sem registro e a devida contabilização de quem deu origem aos gastos, inclusive com a documentação fiscal", informou o São Paulo.

Já em nota assinada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, o presidente Julio Casares se defendeu afirmando que que todas as movimentações financeiras possuem origem lícitas e legítimas e serão detalhadas e esclarecidas no curso da investigação, com apresentação de provas.

Casares no centro da crise política

Embora não haja evidências diretas que liguem os saques ao presidente Julio Casares, o caso agrava a crise política. Conselheiros opositores já cobram o Conselho Deliberativo para que seja discutido o afastamento do dirigente.

O grupo Frente Democrática Em Defesa do São Paulo organiza uma notícia-fato junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que o caso seja investigado formalmente. O MP-SP já havia sido acionado por denúncia anônima sobre gestão temerária.

Com informações do Portal da BAND

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