O número de acidentes com mortes nas rodovias sul-mato-grossenses, sejam elas federais ou estaduais, tem acendido um alerta nesses primeiros meses de 2026.
Isso porque, apenas em janeiro, o BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária) registrou 16 mortes — quase um óbito a cada dois dias. Já a PRF (Polícia Rodoviária Federal) estima que, até a última quinta-feira (12), já foram 17 mortes, em um cenário com 15 acidentes.
Assim, é estimado que mais de 35 pessoas já perderam a vida nas estradas de Mato Grosso do Sul — incluindo duas mortes desta sexta-feira (13).
As duas novas vítimas são caminhoneiros — pessoas que, muitas vezes, têm a estrada como lar. No meio da tarde desta sexta, um caminhão carregado com carvão na MS-040 tombou e o motorista morreu no local.
Na madrugada, na BR-158, na região de Três Lagoas, um outro caminhoneiro também morreu. Ele conduzia um caminhão boiadeiro.
A mais perigosa: BR-163
Ao longo de 2025, nas rodovias federais, segundo o Guia CNT de Segurança nas Rodovias 2026, os acidentes deixaram 150 pessoas mortas e 1.755 feridas. Isso significa que MS teve nove mortes a cada 100 acidentes.
Os números apresentam um índice maior que a média nacional, que ficou em oito mortes a cada 100 acidentes. Além disso, no ano passado, foi novamente considerado que a rodovia federal mais perigosa do Estado foi a BR-163.
Ela concentrou 47 das 150 mortes registradas em MS — o que representa 31,3% de todos os óbitos — além de 780 acidentes, quase metade de todas as ocorrências do Estado (47,2%). Trechos dessa rodovia entre os quilômetros 480 e 500, na região sul do Estado, estão entre os mais mortais, segundo o Midiamax.









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