O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida negou o pedido de exame de insanidade mental feito pela defesa do professor de dança e coach Sahu Abel Heyn, assassino confesso do pai. O magistrado também indeferiu o requerimento de absolvição sumária e marcou a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, que aconteceu em junho deste ano na casa da família, no Bairro Maria Aparecida Pedrossian, em Campo Grande.
Segundo o site Campo Grande News, Hugo Abel Heyn foi morto a facadas no quarto de uma residência na noite de 26 de junho. Sahu confessou o crime e, no início de agosto, o advogado Fernando Antônio Bomtempo Sobrinho entrou com o pedido de incidente de sanidade mental e, caso o professor fosse considerado inimputável, requereu a absolvição sumária ou que ele fosse colocado em tratamento médico e transferido de unidade penal.
Ontem, o juiz presidente da 1ª Vara do Tribunal do Júri indeferiu o pedido alegando “ausência de indicativos mínimos de que este [Sahu] sofra de perturbação mental”. Com isso, o magistrado também negou a absolvição sumária do professor de dança e afirmou que a defesa poderá entrar com novo requerimento caso surjam provas documentais.
Garcete também marcou a primeira audiência de instrução e julgamento de Sahu para o início de setembro. Na ocasião, o professor deverá ser ouvido, assim como testemunhas arroladas pela defesa e acusação. Por fim, o juiz negou a transferência do acusado para unidade penal.
Relembre
O crime aconteceu na noite de 26 de junho, na casa da família. Hugo assistia à televisão quando Sahu chegou à residência já alterado. Após uma discussão, o homem foi até o quarto onde estava a vítima e deu diversos golpes de faca no pai, que já estava deitado.
O professor de dança fugiu e acabou sendo preso dois dias depois pela equipe da Guarda Civil Metropolitana enquanto caminhava na Avenida Toros Puxian. Ele foi levado para a delegacia, onde confessou o crime, mas optou por não dar detalhes. No dia 8 de julho, ele foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por homicídio qualificado por motivo fútil.
Sahu chegou a alegar em depoimento que cometeu o crime por ter sofrido abusos por parte do pai. Ele confessou o crime, mas afirmou à polícia que precisava organizar o que dizer. A mãe do professor, Sandra Regina Inverso Ramires Heyn, negou os fatos e disse que o autor acusou a vítima de assediar sua namorada.
No entanto, a mulher alegou em depoimento que o homem sofre de esquizofrenia e por isso já havia tido diversos episódios de surto dentro de casa, inclusive em uma das ocasiões tentou tirar a própria vida e foi socorrido por um vizinho.
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