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27/01/2026 às 08:34, Atualizado em 27/01/2026 às 08:36

Golpistas fingem ser do STJ e furtam R$ 40 mil em idosas

Criminosos permaneceram em ligação de videochamada enquanto valores eram movimentados

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Foto - Paulo Francis - Campo Grande News

Duas idosas sofreram golpes idênticos na tarde desta segunda-feira (26), em Campo Grande. Uma delas chegou a perder mais de R$ 29 mil após receber uma ligação telefônica. Os criminosos se passaram por funcionários do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e afirmavam que o contato era referente ao pagamento de ações judiciais. Os casos foram registrados na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro.

No primeiro registro, a vítima tem 68 anos. Ela contou que recebeu mensagens via WhatsApp de uma pessoa que se apresentou como o advogado responsável por uma ação judicial em seu nome. Em seguida, os golpistas informaram que o STJ entraria em contato para efetuar o suposto pagamento.

Pouco depois, a idosa recebeu uma chamada de vídeo, na qual o interlocutor se identificou como funcionário do STJ e orientou o acesso a aplicativos bancários. Como houve falha no reconhecimento facial, ela foi instruída a utilizar outra conta e pediu que uma funcionária a ajudasse durante a ligação.

Durante a chamada, foram informados chaves PIX e boletos bancários, sob a promessa de que os valores seriam devolvidos após a liberação do pagamento judicial. A vítima passou a desconfiar do golpe quando foi solicitada a contratação de um empréstimo, pedido que recusou.

Após encerrar a ligação, constatou transferências indevidas que somam R$ 29.094, incluindo operações via PIX e pagamento de boleto. A idosa afirmou que não autorizou nenhuma das transações e já realizou a contestação junto às instituições financeiras.

O segundo caso envolve uma idosa de 72 anos, moradora do bairro Vila Vilas Boas. Ela relatou ter recebido mensagens de um homem que se identificou como Dr. Robson Martiniano, utilizando inclusive a foto do advogado. O golpista afirmou que a ação judicial havia sido vencida e que o STJ entraria em contato para o pagamento.

Na sequência, a vítima recebeu uma chamada de vídeo de um suposto servidor do STJ, que orientou o acesso ao aplicativo bancário durante a ligação. Após seguir as instruções e permanecer em chamada por longo período, a idosa percebeu que foram realizadas transferências não autorizadas, totalizando R$ 11,1 mil.

Com informações do Campo Grande News

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