Publicado em 29/01/2026 às 07:30, Atualizado em 28/01/2026 às 23:14
O caso foi registrado como fraude eletrônica e será investigado pela Polícia Civil.
Uma mulher de 60 anos, procurou a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), do centro de Campo Grande, na tarde desta terça-feira, dia 27 de janeiro, para registrar boletim de ocorrência após cair em um golpe de fraude eletrônica, aplicado por criminosos que se passaram por advogada e por representante do STJ (Superior Tribunal de Justiça). O caso aconteceu na Vila Ipiranga, e ela é a 4ª vítima do esquema nos últimos 7 dias.
À polícia, a vítima relatou que recebeu mensagens pelo aplicativo WhatsApp de um número com DDD 67. A pessoa usava o nome e a fotografia de sua advogada e informou que havia obtido êxito em uma ação judicial, alegando que o STJ entraria em contato para efetuar o pagamento dos valores.
Na sequência, a idosa recebeu uma chamada de vídeo, também pelo WhatsApp, desta vez de outro número, com DDD 17. Durante a ligação, o golpista se apresentou como representante do STJ e orientou a vítima a acessar os aplicativos de suas instituições bancárias e seguir instruções para realizar movimentações financeiras.
Acreditando se tratar de um procedimento legítimo, a mulher realizou diversas transferências bancárias que somam R$ 15.218,53 destinadas a pessoas físicas e jurídicas diferentes. Ela enviou os valores para contas vinculadas à Caixa Econômica Federal e ao Banco Nubank.
Segundo o site Campo grande News, entre as transferências realizadas estão depósitos de R$ 1.870, R$ 1.000, R$ 4.999,99, R$ 2.790, R$ 1.200, além de outros valores transferidos por meio do Nubank, tanto para pessoa física quanto jurídica.
Após perceber que se tratava de um golpe, a vítima procurou a delegacia para registrar a ocorrência. Ela informou à polícia que possui os extratos bancários das transações e que irá apresentá-los quando solicitada. No boletim, a comunicante manifestou interesse em representar criminalmente contra os autores do crime.
O caso foi registrado como fraude eletrônica e será investigado pela Polícia Civil.