Publicado em 15/08/2016 às 10:53, Atualizado em 15/08/2016 às 14:55

Em 4 anos, bens de Olarte aumentam R$ 1 milhão e casal nega lavar dinheiro

Casal Olarte, corretor de imóveis e empresário foram presos hoje

Redação,
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Gilmar Olarte foi preso nesta segunda-feira de manhã

Foto - Correio do Estado

Preso na manhã desta segunda-feira em operação do Grupo Armado de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte, disse há pouco que não há fundamentos para a prisão dele e da esposa Andréia Olarte e que tudo não passa de perseguição política.

Questionado sobre a investigação do Gaeco que identificou crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa, Olarte negou tudo.

Na apuração, o Gaeco identificou que enquanto Gilmar permaneceu na prefeitura de Campo Grande, de março de 2014 a agosto de 2015, vários imóveis foram adquiridos pela então primeira-dama. Para comprar os imóveis, segundo a investigação, o casal tinha ajuda do corretor de imóveis Ivamil Rodrigues e do empresário Evandro Farinelli, o “laranja” que fornecia os nomes para registro dos imóveis. Os dois também foram detidos.

Equipes do Gaeco ficaram na casa de Olarte, na Rua 11 de Setembro, das 6h30 até por volta das 10h30 desta manhã. Além dos quatro mandados de prisão temporária, seis mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

Aos repórteres, Olarte disse que todos os imóveis que ele possui estão declarados à Receita Federal e que não há nenhum tipo de desvio. “Temos empresa há muitos anos, temos caixa para fazer o que fizemos”.

O prefeito afastado disse ainda que quando se candidatou na chapa de Alcides Bernal, em 2012, declarou possuir R$ 2 milhões em bens. Hoje, segundo ele, os bens chegam perto de R$ 3 milhões. “Não tenho imóveis em nome de terceiros, tudo está em meu nome e da minha esposa”, afirmou.

Na declaração feita em 2012 à Justiça Eleitoral, Olarte afirmava que cinco itens faziam parte dos seus bens. Entre eles estão a casa no Jardim São Bento, avaliada em R$ 700 mil, quatro terrenos no valor de R$ 100 mil e fundos de três empresas que juntas somavam R$ 1,2 milhão.

Andréia Olarte não falou com os jornalistas e foi levada direto para viatura do Gaeco.

Fonte - Correio do Estado