Publicado em 24/02/2026 às 07:06, Atualizado em 23/02/2026 às 17:31

Carga de maconha líquida avaliada em R$ 3,6 milhões é apreendida na Bolívia e pode ter Brasil como destino

A apreensão ocorreu no dia 19, a cerca de 600 quilômetros de Mato Grosso do Sul.

Redação,
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Divulgação

Um carregamento de maconha líquida avaliado em mais de R$ 3,6 milhões foi interceptado na Bolívia pela Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (Felcn). A substância, que pode apresentar elevada concentração de THC para potencializar os efeitos psicoativos, teria saído de Miami, nos Estados Unidos, e chegado ao país vizinho pelo Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra.

Segundo as autoridades bolivianas, a droga estava escondida dentro de máquinas de sorvete e equipamentos eletrônicos. A apreensão ocorreu no dia 19, a cerca de 600 quilômetros de Mato Grosso do Sul.

A Felcn investiga a rota e o destino final do entorpecente. Há suspeita de que parte da carga pudesse seguir para o Brasil, com possibilidade de entrada por Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ou por municípios de Rondônia que fazem divisa com o departamento boliviano de Beni.

Prisão na rota para a fronteira

Durante as diligências, uma mulher brasileira foi presa em um ônibus que fazia o trajeto entre Santa Cruz e Puerto Quijarro, cidade boliviana na fronteira com o Brasil. A abordagem ocorreu na quinta-feira.

Com ela, os policiais não encontraram maconha líquida, mas localizaram 11 pacotes envolvidos em nylon transparente dentro da mala. A identidade e a idade da passageira não foram divulgadas, e ainda não há confirmação sobre quem seria o destinatário dessa remessa.

Operação integrada e investigação em andamento

Conforme divulgado pela Felcn, o caso está sendo tratado como prioridade devido ao nível de sofisticação da produção da maconha líquida. As investigações apontam que um jovem de 23 anos seria o destinatário dos 356 quilos do entorpecente apreendido.

A operação conta ainda com apoio da Aduana Nacional e do Ministério Público boliviano. Diante das estratégias utilizadas para ocultar a droga, equipes têm recorrido ao uso de cães farejadores para reforçar as ações de fiscalização.

As autoridades seguem apurando se havia ramificações da organização criminosa em território brasileiro e qual seria o destino final da carga interceptada.