Advogado investigado na Operação Snow, contra o tráfico de drogas, foi preso por não entregar o celular pessoal, mas sim, de outra pessoa. A operação, de combate a uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas, com a participação de policiais. foi realizada de janeiro a dezembro do ano passado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Segundo a acusação, o advogado de 55 anos agiu para impedir o acesso a provas. Alvo de mandado de busca e apreensão para a entrega de seu aparelho celular de uso cotidiano, ele apresentou resistência inicial, questionando a legalidade da medida judicial.
O advogado está preso preventivamente desde a última sexta-feira (9). Após ter os questionamentos rejeitados pela 3ª Vara Criminal de Campo Grande e ser advertido sobre as consequências penais do descumprimento, ele compareceu à sede do Gaeco-MPMS em 19 de fevereiro de 2025 para entregar o celular. Porém, a análise técnica apontou que o aparelho não pertencia ao investigado, mas sim a outra pessoa.
O celular estava sem cartão SIM, cartão de memória e não tinha registros de uso cotidiano, como fotos, vídeos ou histórico de mensagens e navegação. Para os promotores da investigação, o advogado escondeu conversas que o ligariam a líderes da organização criminosa e esquemas de corrupção com agentes públicos.
Ainda segundo a acusação, o advogado prestava serviços advocatícios convencionais, mas, também atuava na blindagem de integrantes do grupo e teria até intermediado pagamento de propinas a policiais para a liberação de caminhões carregados com drogas.
Com informações do Midiamax







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