Um laudo divulgado após a exumação do corpo de uma bebê de 9 meses, que morreu em abril deste ano na Santa Casa de Misericórdia de Paranaíba, confirmou que houve erro na aplicação da dosagem de dipirona.
Segundo o documento, a quantidade correta seria de 0,2 ml, mas foram aplicados 2 ml — um excesso de 900%. O resultado reforça a suspeita da família de que a medicação foi administrada de forma incorreta e sem a diluição adequada.
Em entrevista ao Jornal Midiamax, Letícia Marinho, mãe da bebê, desabafou sobre a dor e a revolta:
“Era para ter diluído no soro, porém ela injetou direto na veia da nenê. Agora tem que aguardar o processo.”
A mãe também criticou o fato de a profissional responsável, uma técnica de enfermagem, não ter sido afastada:
“Decepcionada de saber que alguém que nem podia estar atuando sozinha tem o risco de não sofrer nenhuma punição e de saber que a minha filha nunca mais vai voltar.”
O caso ocorreu no dia 29 de abril. Após tomar vacinas de rotina, a bebê apresentou febre alta e foi levada pela mãe para atendimento médico na pediatria da unidade.
Segundo Letícia, a criança foi internada após exames e, durante o plantão da noite, uma técnica de enfermagem teria aplicado o medicamento diretamente na veia, sem diluir, o que provocou uma parada cardíaca imediata.
A equipe médica tentou reanimar a bebê por 40 minutos, mas o óbito foi confirmado.
Após a morte, a mãe solicitou a exumação do corpo para confirmar a causa, alegando que o hospital se recusou a emitir o atestado de óbito com o motivo correto.
A Polícia Civil segue investigando o caso e aguarda todos os laudos complementares para concluir o inquérito e definir se haverá responsabilização criminal.
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