Publicado em 06/06/2021 às 13:36, Atualizado em 06/06/2021 às 12:22

Justiça determina retorno de Jamil Name à Mato Grosso do Sul

Intubado devido à Covid, ele permanecerá com escolta enquanto estiver em UTI

Redação,
Cb image default
Foto - reprodução Correio do Estado

A Justiça Federal determinou o retorno de Jamil Name à Mato Grosso do Sul "assim que possível".

Diagnosticado com Covid-19 e intubado em um hospital particular de Mossoró (RN), Name permanecerá com escolta durante o período de internação.

Advogado que representa Jamil Name, Tiago Bunning, disse ao Correio do Estado que a decisão de mandar Name de volta a Mato Grosso do Sul não tem implicação imediata, visto que ele necessita de cuidados médicos.

“A defesa nem está cogitando [a transferência], até porque nesse momento Mato Grosso do Sul está transferindo pacientes com Covid para outros estados”, disse.

Ainda segundo Bunning, o que a defesa tenta é a transferência de Name para um hospital de referência no tratamento da Covid-19, além de prisão domiciliar, para que a família possa ter acesso aos boletins médicos.

“A última informação que nós temos é que ele está em estado grave, mas estável”, afirmou Bunning.

Na justiça estadual, o juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da 2ª Vara de Execução Penal, havia suspendido sete prisões preventivas, para possibilitar a transferência para outros hospitais.

A decisão também suspendia a escolta e desvinculava Name da Penitenciária Federal de Mossoró, deixando-o sob responsabilidade da família.

No entanto, com a decisão da Justiça Federal, as determinações da Justiça Estadual se tornaram nulas e, dessa forma, Name permanece na condição de preso e com escolta, devendo obedecer todas as normas para presos do Sistema Penitenciário Federal.

Segundo o advogado, a família conseguiu vaga em um hospital no Distrito Federal e aguarda por decisão para que seja permitida a transferência.

Prisão

Jamil Name foi preso em 27 de setembro de 2019, na Operação Omertà, sendo apontado como chefe de milícia e responsável por uma série de assassinatos no Estado.

No dia 30 de outubro do mesmo ano, foi transferido para o Presídio Federal de Mossoró, onde permanece desde então.

Os advogados já tentaram mais de 20 pedidos de prisão domiciliar para Jamil Name. No entanto, todos os pedidos foram negados.

Com informações do Jornal Correio do Estado