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24/09/2019 às 15:12, Atualizado em 24/09/2019 às 14:04

Empresário é condenado a 2 anos de prisão em regime aberto por fraudar licitação

A fraude foi em processo para obra no Centro Histórico do Porto de Corumbá.

O empresário Ronaldo Coelho da Silva foi condenado a dois anos de prisão, em regime aberto, depois de participar de licitação para obra no Centro Histórico do Porto de Corumbá com documentos falsos. A empresa acabou vencedora do processo devido à fraude.

O MPE (Ministério Público Estadual) recebeu denúncia contra o empresário em agosto de 2014, quando Ronaldo, dono da empresa Mult Obras Serviços e Materiais de Construção LTDA, levou vantagem ao apresentar atestado de capacidade técnica falso, supostamente emitido pela Sanesul.

A obra do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) era orçada em R$ 790.146,53, e previa a canalização da rede elétrica do Centro Histórico do Porto de Corumbá.

Denúncia

Conforme a denúncia, no documento havia a imitação da assinatura do escriturador da Sanesul. Havia a falsificação da assinatura, lotação e função do funcionário.

Em depoimento, o escriturador da concessionária confirmou a falsidade ideológica.

O superintendente do Iphan afirmou que a empresa ainda pediu aditivo de tempo e prorrogação de prazo na obra. Ele descobriu as ilegalidades ao verificar detalhadamente os documentos apresentados. A licitação foi suspendida e o caso foi parar na Promotoria.

Sem saída, o réu confessou a ilegalidade. Ele respondeu por fraude em licitação e uso de documento falso.

Mesmo com todos esses indícios, a defesa alegou que o réu não possuía antecedentes e pediu aplicação da pena mínima.

A Justiça Federal decidiu pela condenação de dois anos no regime aberto e multa de dez trigésimos de salário mínimo, devido à condição econômica do réu.

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