Publicado em 19/01/2026 às 08:30, Atualizado em 19/01/2026 às 00:54

Senegal vence Marrocos e é campeão da Copa Africana

Decisão em Rabat teve VAR, pênalti desperdiçado, longa paralisação e gol decisivo no tempo extra diante da torcida local

Redação,
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Foto - Reprodução Instagram footballsenegal

Em uma decisão marcada por tensão, polêmicas e reviravoltas emocionais, a seleção do Senegal conquistou o bicampeonato da Copa Africana de Nações ao derrotar o Marrocos por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (18), no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat. O resultado calou a torcida anfitriã e entrou para a história como uma das finais mais dramáticas do torneio.

O título repetiu o feito de 2021 e confirmou a força senegalesa no futebol africano recente. Para os marroquinos, restou a frustração de ver escapar a chance de encerrar um jejum de cinco décadas sem levantar a taça continental.

VAR, confusão e pênalti perdido

O confronto caminhava para o tempo extra quando um lance nos minutos finais incendiou o estádio. Após cobrança de escanteio, Brahim Díaz caiu na área, e o árbitro Jean-Jacques Ndala, inicialmente, mandou o jogo seguir. Acionado pelo VAR, porém, o juiz voltou atrás e marcou pênalti para o Marrocos.

A decisão provocou forte reação do banco senegalês. O técnico Pape Bouna Thiaw chegou a orientar seus jogadores a deixarem o campo em protesto. Alguns atletas seguiram para o vestiário, mas retornaram após intervenção de Sadio Mané. A partida ficou paralisada por mais de dez minutos.

Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas o goleiro Édouard Mendy defendeu sem dificuldades. Abalado, o atacante do Real Madrid acabou substituído no início da prorrogação.

Equilíbrio e destaques defensivos

O tempo regulamentar foi marcado pelo equilíbrio e pelo protagonismo dos goleiros. Pelo lado marroquino, Bono evitou o pior com defesas decisivas ainda na primeira etapa, incluindo uma cabeçada de Pape Gueye quase sobre a linha e um chute rasteiro de Iliman Ndiaye, defendido com os pés.

Mesmo empurrado pela torcida, o Marrocos encontrou dificuldades para furar o sistema defensivo adversário. A melhor oportunidade veio com Ezzalzouli, que apareceu livre na área após cruzamento, mas errou o tempo da bola e não conseguiu finalizar.

Na segunda etapa, os donos da casa voltaram mais agressivos e criaram chances claras antes dos 20 minutos, principalmente com Ayoub El Kaabi e novamente Ezzalzouli. Senegal resistiu à pressão, retomou o controle da posse e só voltou a assustar no fim, quando Cherif Ndiaye arriscou de fora da área e obrigou Bono a espalmar.

Gol do título no tempo extra

A definição veio logo no início da prorrogação. Aos três minutos do primeiro tempo extra, Sadio Mané liderou um contra-ataque rápido, e Pape Gueye, após escapar da marcação de Hakimi, acertou um chute indefensável no ângulo, abrindo o placar.

O Marrocos quase respondeu imediatamente, mas a cabeçada de Nayef Aguerd explodiu no travessão. Senegal ainda teve uma chance clara de matar o jogo em novo contra-ataque, quando Cherif Ndiaye desperdiçou mesmo com o gol aberto.

Abatida, a seleção marroquina não conseguiu reagir diante de sua torcida, e o apito final confirmou o bicampeonato do Senegal em uma final caótica, intensa e inesquecível da Copa Africana de Nações.

Com informações do IG