Publicado em 19/01/2026 às 07:00, Atualizado em 18/01/2026 às 18:35
Confederação diz que o sistema só entra quando atender aos 10 jogos e após concluir as vistorias nos 27 estádios credenciados
A grande novidade anunciada para o Brasileirão de 2026 vai ficar para depois. A CBF não terá o impedimento semiautomático desde a rodada inaugural, que começa em 10 dias, apesar de o plano inicial prever o recurso já na largada do campeonato.
O motivo, segundo a própria entidade e apurações publicadas neste domingo, passa por uma combinação de pendências operacionais e burocráticas: falta concluir visitas técnicas, ajustar estádios e destravar a importação dos equipamentos que viabilizam o sistema.
A CBF adotou uma regra interna para não criar um “Brasileirão com duas arbitragens”: o impedimento semiautomático só será colocado em campo quando puder ser usado em todos os 10 jogos de cada rodada. A notícia foi publicada anteriormente pelo jornal O Globo.
A implantação envolve 27 estádios cadastrados para receber o sistema na Série A, mas as vistorias ainda não terminaram. Até agora, 16 arenas já passaram por inspeção, e outras seguem no cronograma.
Além das visitas, há o gargalo mais “invisível” para o torcedor: a importação e a adaptação de equipamentos.
O modelo contratado pela CBF é o mesmo que a Genius Sports fornece à Premier League. A ideia é reduzir o tempo de checagem e aumentar a precisão: câmeras e aparelhos capturam a partida em alta taxa de quadros, geram uma réplica digital do lance e ajudam o VAR a identificar o momento do passe e a posição dos jogadores com muito mais detalhe.
A estrutura usa cerca de 30 celulares por estádio, que precisam de energia e internet para gravar o jogo e alimentar o sistema. Em novembro, quando o projeto foi anunciado, a expectativa era iniciar já em 28 de janeiro, mas o cronograma esbarrou justamente na fase de instalação, treinamento e testes.
Com informações do Portal IG