Publicado em 10/03/2018 às 10:31, Atualizado em 09/03/2018 às 19:05

Agências do Correios param na próxima segunda-feira

O motivo, segundo o sindicato, é o descaso com as decisões firmadas em Acordo Coletivo junto aos TST.

Redação,

As 122 agências dos Correios devem paralisar as atividades nos 28 municípios de Mato Grosso do Sul, conforme nota divulgada pelo SINTECT-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul). O anúncio afirma que a paralização terá início às 0h do dia 12.

A motivação para a interrupção dos trabalhos é devida aos pedido de alteração no Acordo Coletivo de Trabalho vigente, com validade até o dia 31 julho. De acordo com o sindicato, após ter sido assinado pelas duas partes (empresa e representante dos trabalhadores) e homologado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho), a direção da estatal entrou com um pedido de dissídio no TST pedindo alteração na cláusula que trata do Plano de Saúde dos Trabalhadores, com a finalidade de excluir pais e mães do plano. Além disso a empresa suspendeu férias, ao mesmo tempo em que promove demissões através de Planos de Demissão Incentivadas.

“Temos um acordo assinado pela empresa e homologado pelo TST. Agora querem mudar antes do prazo de validade do acordo. Isso é quere mudar o resultado de um jogo depois do jogo ter terminado, o resultado aceito por todos e a súmula assinada” afirma a presidente do SINTECT-MS (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul, Elaine Reginal Oliveira. “O que vale então um Acordo Coletivo homologado pelo TST? O desmonte das leis trabalhistas vai chegar ao ponto dos Acordos Coletivos não terem mais validade legal nenhuma?”, questiona.

A presidente afirmou que a paralisação é uma deliberação da Federação Nacional da categoria e pretende lutar contra a alteração. “Nossos direitos estão ameaçados. Lamentamos o transtorno que toda paralisação traz para a população. Mas quem defenderá nossos direitos por nós?” ressalta.

Além disso, a sindicalista aponta contradições nos discursos da empresa.

“Acabam de revogar as férias de todos os funcionários. Há falta de pessoal em todos os setores. Os atrasos aumentam. Mas ao mesmo tempo a empresa promove demissões. De 124 mil trabalhadores, os Correios têm hoje cerca de 106 mil. Estão desmontando uma estatal que sempre funcionou a contento, estão desmoralizando deliberadamente os Correios para justificar a sua privatização. O que o governo Temer está fazendo é um crime contra o patrimônio da nação para atender interesses empresariais privados” concluiu.