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08/12/2019 às 11:00, Atualizado em 08/12/2019 às 09:49

Comércio de cidade baiana fecha durante velório de líder de facção morto em MS

Comerciantes e moradores temem ações da facção.

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José Francisco Lumes, o Zé de Lessa (Foto: Divulgação)

As lojas de Mulungu do Morro, cidade baiana na Chapada Diamantina ficaram fechadas desde a chegada do corpo de José Francisco Lumes, o Zé de Lessa. Fundador e liderança da principal facção criminosa daquele estado, o BDM (Bonde do Maluco), o ‘Pai do Cangaço’ foi morto pela polícia de Mato Grosso do Sul na última quarta-feira (4) em Coronel Sapucaia.

As informações são do site de notícias local Correio 24 Horas. O clima é de tensão e medo na cidade onde mora a mãe de Zé de Lessa e onde o corpo do criminoso foi velado e enterrado neste sábado (7). Muitos barraquistas não apareceram na feira tradicionalmente realizada aos sábados.

Moradores preferiram ficar em casa após os áudios divulgados por membros da facção, fazendo ameaças a quaisquer eventos ou festas que fossem realizados durante o velório de Zé de Lessa. Eles ainda ameaçam a forças de segurança de Mato Grosso do Sul, responsáveis pela morte do criminoso, alegando que “não vai ficar de graça não”.

Festas que ocorreriam em várias cidades daquela região foram canceladas por conta das ameaças.

Bandido mais procurado

A SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) apontava Zé de Lessa como o bandido mais procurado daquele estado. Ele era fundador e líder da facção criminosa BDM, a de maior atuação na Bahia. No ‘Baralho do Crime’ da secretaria, que reúne os principais criminosos, ele era apontado como o ‘Ás de Ouro’.

Zé de Lessa tinha envolvimento com ataques a bancos, assaltos a carros-fortes, sequestros e tráfico de drogas. Ele se escondia no Paraguai, na região de Coronel Sapucaia, havia pelo menos dois anos e também foi responsável pela explosão de um carro forte na região de Amambai em 2017. Na última segunda-feira (2) ele comandou o roubo frustrado a um carro-forte.

Morte de quadrilha

Na manhã de quarta-feira as equipes do DOF (Departamento de Operações de Fronteira), Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e CGPA (Coordenadoria Geral de Patrulhamento Aéreo), com helicóptero da polícia, foram até a chácara onde os bandidos estavam escondidos e teriam sido recebidos a tiros.

Quatro bandidos morreram e o proprietário da chácara, motorista da Prefeitura de Coronel Sapucaia, foi preso. Horas depois o quinto integrante da quadrilha foi encontrado pela equipe da CGPA e chegou a atirar contra o helicóptero. Ele também morreu em confronto com os policiais.

Diversas armas entre fuzis de grosso calibre e até mesmo uma .50, capaz de derrubar aeronaves, e uma AK-47, além espingardas e pistola foram apreendidas. Várias munições também foram encontradas no local e todo material foi encaminhado para a delegacia.

Segundo a delegada Larissa Serpa, haviam sido confirmadas as identidades de Zé de Lessa, também de Cleiton Alves dos Santos e Iata Anderson Mateus Santos Oliveira. Documentos nos nomes de Inácio José Cerqueira e Roberto Carlos Paes também estavam no local, mas como todos têm indícios de falsificação, a polícia ainda trabalha na identificação.

Com informações do Midiamax

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