10/08/2012 às 17:50:00
Contra o México, Brasil busca o tão sonhado ouro olímpico no futebol
Redação
Vice-campeão nos Jogos de Los Angeles (1984) e Seul
(1998) e bronze em Atlanta (1996) e Pequim (2008), o Brasil já pelo menos
garantiu mais uma prata para seu histórico em torneios olímpicos de futebol, mas
entrará em campo neste sábado no tradicional estádio de Wembley mirando o tão
sonhado ouro na final diante do México.
A seleção brasileira participou do
futebol nos Jogos Olímpicos pela primeira vez em 1952. De lá para cá, muitos
títulos em outras competições foram conquistados, mas a medalha de ouro nunca
foi alcançada e foi se tornando uma obsessão com o passar dos anos. Pelé não
teve a oportunidade de alcançá-la, já que nunca participou de uma Olimpíada.
Gérson, Romário, Ronaldo e tantos outros tiveram a chance de subir ao lugar mais
alto do pódio, mas não conseguiram. Agora, a chance é de Neymar, Oscar, Lucas e
outros jovens talentos do país.
A campanha da equipe do técnico Mano Menezes até
a final nos Jogos de Londres foi praticamente irreparável. Foram cinco vitórias
em cinco jogos, algumas obtidas com sofrimento, como na estreia, diante do
Egito, ou nas quartas de final, contra Honduras. No entanto, a última impressão
foi das melhores: uma contundente vitória por 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. A
evolução dentro do mata-mata pode ser explicada em parte pela mudança feita por
Mano no time. O treinador abriu mão do esquema 4-3-3 e montou uma escalação no
4-4-2.
A grande novidade foi que, com a saída de Hulk, quem foi colocado entre
os titulares foi o lateral Alex Sandro. Ele e Marcelo revezam e atuam ora como
lateral-esquerdo, ora como meia-esquerda. Neymar e Oscar são os atletas mais
badalados do elenco, mas não são os únicos que vem desenhando papel importante.
Vestindo a camisa 9, Leandro Damião vem honrando-a e é o artilheiro do torneio
olímpico. O caminho do México nos Jogos de Londres não foi de tantas vitórias,
mas foi sólido o suficiente para garanti-lo a primeira medalha olímpica no
futebol.
A estreia, diante da Coreia do Sul, terminou empate sem gols. A
classificação para as quartas foi confirmada com duas vitórias, mas a vaga nas
semifinais foi obtida com dificuldades, após um triunfo na prorrogação diante de
Senegal. Nas semifinais, o adversário foi o Japão, que até então ainda não havia
sofrido nenhum gol e ainda abriu o placar. No entanto, a equipe do técnico Luis
Ferando Tena reagiu e venceu de virada por 3 a 1. Tena terá um importante
desfalque para a final. O meia-atacante Giovani dos Santos sofreu uma lesão
muscular e não poderá estar em campo. O México já tem garantido seu melhor
resultado no futebol nos Jogos Olímpicos. A melhor campanha até agora havia
acontecido em 1968, nos Jogos da Cidade do México, em que ficou em quarto lugar.
A seleção do país, entretanto, quer coroar sua evolução nas últimas décadas com
o ouro. Antes, os mexicanos foram campeões da Copa das Confederações de 1999 e
do Mundial Sub-17 de 2005, ambos os títulos obtidos em uma final contra o
Brasil. Também venceu o Mundial Sub-17 do ano passado, em casa. Apenas um
jogador da decisão de sete anos atrás estará em campo neste sábado. Marcelo foi
titular da seleção brasileira e recebeu cartão vermelho nos acréscimos do
segundo. Do lado do México, Giovani também começou jogando.
Prováveis
escalações: Brasil: Gabriel; Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Rômulo,
Sandro, Alex Sandro e Oscar; Neymar e Leandro Damião. Técnico: Mano Menezes.
México: Corona; Israel Jiménez, Mier, Reyes e Chávez; Aquino, Salcido, Enríquez
e Raúl Jiménez; Fabián e Peralta. Técnico: Luis Fernando Tena. Árbitro: Mark
Clattenburg (Grã-Bretanha), auxiliado por seus compatriotas Steve Child e Simon
Beck.
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